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Eventos corporativos sob pressão: os riscos que começam antes do palco acender

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A percepção do público sobre eventos corporativos pode ser definida em poucos minutos — e, muitas vezes, por detalhes que passam despercebidos no planejamento inicial. E, muitas vezes, por detalhes que passam despercebidos no planejamento inicial. Atrasos, filas desorganizadas, falhas de acesso e ruídos na comunicação continuam entre os principais fatores que transformam uma experiência promissora em crise de imagem.

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Para Rika Durão, especialista em produção executiva e CEO da Sete Dígitos, o problema começa antes mesmo da execução. “Existe uma tendência de acreditar que ‘vai dar certo’. Só que evento ao vivo não permite correção em tempo real. Quando algo falha, o público resume tudo em uma palavra: desorganização”, afirma.

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Segundo Rika Durão, o crescimento acelerado do setor de eventos nos últimos anos trouxe inovação e escala, mas também escancarou fragilidades estruturais que ainda são subestimadas. “Não é só sobre executar bem no dia. É sobre prever cenários, estruturar processos e assumir que o risco faz parte do jogo. Quem ignora isso, paga na reputação”, diz.

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Segurança em eventos corporativos vão além do básico

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Embora muitas organizações ainda associem segurança à presença de ambulâncias ou brigadas, o conceito é mais amplo — e estratégico. Para Rika Durão, segurança operacional envolve controle de fluxo, acesso, credenciamento, comunicação e liderança clara.

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“Segurança não é um item, é um sistema. Se você não tem fluxo bem desenhado, comunicação alinhada e uma liderança definida, qualquer imprevisto vira um efeito dominó”, explica.

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A ausência de uma autoridade capaz de tomar decisões rápidas em momentos críticos é, segundo a especialista, um dos maiores riscos na gestão de eventos corporativos. “Sem governança, cada área responde de um jeito: o fornecedor diz uma coisa, o marketing promete outra, a produção executa diferente. Isso quebra qualquer evento.”

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O custo invisível dos erros

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Outro ponto crítico está no orçamento. Projetos que parecem equilibrados no papel frequentemente escondem custos que surgem na reta final, pressionando equipes e margens.

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“O evento não estoura só na planilha, ele estoura na execução. E, muitas vezes, quem organiza absorve esse prejuízo em silêncio”, afirma Rika Durão.

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Ela destaca fatores recorrentes que impactam financeiramente os projetos: crescimento da equipe próximo à data, horas extras não previstas, ajustes estruturais de última hora e custos logísticos emergenciais. “Quando não existe planejamento realista, o improviso vira rotina — e improviso custa caro.”

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Promessas que viram dívida com o público

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A comunicação também aparece como um ponto sensível. Anunciar atrações, horários ou entregas sem garantia de cumprimento pode gerar um efeito reverso e comprometer a credibilidade do evento.

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“Quando você promete algo sem certeza, cria uma dívida com o público. Depois tenta compensar com explicações — mas explicar não é transparência. Muitas vezes, é só justificar a falta de organização”, avalia Rika Durão.

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Para ela, alinhar expectativa é tão importante quanto executar bem. “A comunicação precisa ser responsável. Não é sobre vender mais, é sobre entregar o que foi prometido.”

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Experiência como diferencial competitivo

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Se falhas operacionais comprometem a imagem, a atenção aos detalhes pode transformar um evento em uma experiência memorável. Elementos como sinalização eficiente, acesso à informação, equipes treinadas e fluxos bem definidos fazem diferença direta na percepção do público.

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“Não é sobre luxo ou brindes. É sobre respeito operacional. Quando dá problema — e vai dar — é nesse momento que a reputação do evento é construída”, diz Rika Durão.

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Ela reforça que a experiência do participante está diretamente ligada à capacidade de resolução. “O público não espera perfeição, mas espera resposta. E isso depende de preparo.”

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Estruturas enxutas ganham espaço em eventos corporativos

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Em meio a esse cenário, modelos operacionais mais estratégicos e enxutos começam a ganhar destaque no setor. A Sete Dígitos, fundada por Rika Durão, é um exemplo dessa tendência, atuando com equipes reduzidas, porém altamente especializadas.

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“Equipe grande não significa eficiência. O que resolve é clareza de processo, responsabilidade bem definida e tomada de decisão rápida”, afirma Rika Durão.

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Segundo ela, muitos problemas recorrentes em eventos estão diretamente ligados à falta de organização estrutural. “Não é só sobre executar bem, é sobre estruturar antes. Quando você tem marcos claros, fornecedores alinhados e uma comunicação oficial bem definida, o risco diminui consideravelmente.”

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Evento como estratégia, não como custo

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Rika Durão também defende que eventos devem ser tratados como parte da estratégia de negócio das empresas, e não apenas como ações pontuais.

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“Os eventos corporativos precisam ter propósito, conexão com metas e um resultado esperado. Caso contrário, vira só custo”, afirma.

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Para ela, a profissionalização do setor passa justamente por essa mudança de mentalidade. “Quando o evento deixa de ser visto como despesa e passa a ser investimento estratégico, o nível de exigência sobe — e a execução também.”

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Diagnóstico e prevenção

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Diante de um mercado mais exigente e exposto, cresce a busca por diagnósticos preventivos e planejamento estratégico de eventos mais rigoroso.

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“No fim, a diferença entre  eventos corporativos bem executados e um fracassos públicos não estão na ideia. Estão na capacidade de prever riscos antes que eles se transformem em crise”, conclui Rika Durão.

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** A opinião expressa neste texto não é necessariamente a mesma deste site de notícias.

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